Feito - espadarte azul dá luta a campeão
PEIXE DE 335 QUILOS PESCADO NO ALGARVE
É uma das maiores capturas de sempre registadas no Algarve e a mais relevante conseguida por uma embarcação da marina de Portimão: um espadarte azul, pescado perto do limite da fronteira entre as águas territoriais de Portugal e de Espanha, pesa 335 quilos.
Paulo Arez
O espadarte azul foi capturado perto de águas espanholas
“Deu um gozo tremendo!”, confessa João Brito, campeão nacional de ‘big game’ (pesca de alto mar) e presente em nove campeonatos do mundo, para além de preparar a equipa nacional da modalidade. “Vivi hora e meia de intensa luta e de um prazer imenso.”
O mar estava um pouco alterado, o que obrigou o ‘skipper’ João Fronteira a trabalho atento. No final, uma garrafa de champanhe guardada no frigorífico do barco – Tsunamis III, de fabrico espanhol, com um motor Rodman 11.20 – serviu para comemorar o feito, para o qual também colaborou o pessoal de apoio (João Vitorino, Tozé, Fernando Sequeira e João Duarte), em particular na difícil tarefa de colocar o peixe a bordo do barco.
Detentor de um recorde nacional ao pescar um atum patudo com 97 quilos, João Brito, de 49 anos, natural da Póvoa de Varzim, fica associado à maior captura de sempre realizada por uma embarcação da marina de Portimão, mas ainda longe da marca máxima atingida no Algarve, no que se refere a um espadarte azul: um exemplar de 594 quilos foi pescado em Vilamoura.
“O peixe mordeu numa cana e pareceu desinteressar-se mas depressa voltou e quando mordeu de novo, numa outra cana, iniciou-se uma luta dura mas excitante, que me deixou de rastos”, conta João Brito, há dois anos a viver em Portimão, um homem já muito experimentado no mar mas que nunca vivera uma situação deste tipo. “Pesquei peixes de perto de 200 quilos – lembro-me de um espadarte azul de 190 quilos, nos Açores – mas como este nunca capturara nenhum.”
O enorme exemplar foi atracção no cais da marina de Portimão, com muitos amigos da equipa e um número considerável de turistas a registarem o momento.
Armando Alves (Correio da Manhã 10/8)
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